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Vigilância Sanitária orienta sobre compra de pescados

Consumidores devem verificar condições de higiene, armazenamentos e acondicionamento

Consumidor precisa observar se os produtos estão livres de contaminantes, como areia, plásticos, sabão e moscasConsumidor precisa observar se os produtos estão livres de contaminantes, como areia, plásticos, sabão e moscasCarla Cleto e Olival Santos

Texto de Marcel Vital

Faltando poucos dias para a Semana Santa, muitas pessoas mantêm a tradição de comer pescado, crustáceos e moluscos nos almoços em família. Frescos, congelados ou salgados, o importante é adquirir produtos saudáveis. Deste modo, para garantir uma boa compra e, sobretudo, preservar a saúde e segurança alimentar, o gerente de Vigilância Sanitária Estadual, Paulo Bezerra, dá dicas importantes na hora de escolher os produtos que vão à mesa.

 

De acordo com ele, é fundamental que o consumidor compre apenas em estabelecimentos limpos, com os atendentes uniformizados e que os pescados estejam expostos em recipientes de aço inoxidável, visto que o material conserva melhor o gosto e o odor natural dos peixes. Os pescados frescos e resfriados devem ficar entre 5° e 8°C, haja vista que os balcões dos estabelecimentos devem trazer a indicação da temperatura interna. O consumidor precisa observar também se os produtos estão livres de contaminantes, como areia, plásticos, sabão e moscas.

 

“Peixes frescos têm olhos brilhantes e salientes. As escamas devem ser unidas entre si e fortemente aderidas à pele. As guelras têm que possuir coloração que vai do rosa ao vermelho intenso, ser vívidas e sem viscosidade. O odor do peixe é característico, mas não pode, em hipótese alguma, ser repugnante”, explicou, ao acrescentar que, se o consumidor adquirir o pescado inteiro, o ideal é que o vendedor retire as vísceras antes de levar o produto para casa.

 

No geral, a barriga do peixe fresco é flexível. Como o consumidor não pode sair apertando os peixes em exposição, a dica é tocar levemente e observar. Se a barriga voltar ao normal, é um peixe fresco; contudo, se ficar com a marca do dedo, não é.

 

Em alguns casos de adulteração dos pescados, dá para observar uma cor saindo no gelo, o que pode demonstrar que tem corante no peixe. Isso tudo só é descoberto em laboratórios específicos, então cabe ao consumidor questionar. Segundo Paulo Bezerra, os locais precisam ter as fichas de identificação das origens dos produtos.

 

“No caso dos pescados congelados, é importante observar o que informa o fabricante na embalagem. No freezer do supermercado, não devem existir poças de água ou alimentos molhados, pois são sinais de que o equipamento foi desligado ou teve a temperatura reduzida”, alertou.

Já os pescados secos, como bagre, sardinha, manjuba, merluza, corvina e curimba, devem estar armazenados em local limpo, protegidos de poeira e insetos. É necessário comprovar a ausência de mofo, ovos, larvas de moscas, limosidade superficial, amolecimento, manchas escuras ou avermelhadas, tampouco apresentar odor desagradável.

 

Bacalhau

 

A armazenagem incorreta do bacalhau pode resultar na perda da umidade, devido ao calor excessivo. Por isso, as peças que apresentarem manchas vermelhas e bolor devem ser descartadas. O consumidor também precisa verificar se há presença de limosidade na superfície ou amolecimento da carne. Geralmente, o odor é desagradável. Esses são sinais de que o produto está em processo de deterioração.

 

“Se o couro do bacalhau estiver úmido e soltar com facilidade, ele não recebeu a boa salga e, portanto, não deve ser comprado. O bacalhau que apresenta manchas com coloração cinza, indica contaminação por fungos, enquanto tonalidade avermelhada, sinal de bactérias e estado de putrefação”, orientou.

 

Assim com os pescados, o camarão é outro produto bastante consumido durante a Semana Santa. O cheiro natural e a casca brilhante indicam frescor. O especialista afirma que a qualidade do crustáceo, independente do tipo, está quase sempre relacionada a alguns detalhes de como ele está por fora.

 

“É preciso observar a cabeça e o rabo, que devem estar bem firmes à carne. A carapaça deve estar aderente à pele. Se tiver manchas escuras ou amareladas, é porque esse camarão não está mais tão bom para o consumo. Na forma fresca, o crustáceo deve estar envolto em gelo, para evitar sua deterioração”, recomendou.

 

Já para ver a qualidade do sururu, é preciso verificar a cor, que não deve ter um amarelo desbotado e fazer a pressão no molusco com o dedo indicador e polegar, para verificar sua maciez. Isso porque, quando ele possui uma cor amarelo intenso, é fruto de corantes e deve ser evitado.

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