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Proposta feita aos PMs está no limite das finanças do Estado, diz governador

Renan Filho informa que, caso a tropa rejeite, percentual não será elevado

 Por Thiago Gomes e Larissa Bastos   

Renan informa que, caso a tropa rejeite, percentual não será elevado

FOTO: DÁRCIO MONTEIRO

Se os militares não aceitarem a proposta apresentada pelo Estado de reajuste salarial, o governador Renan Filho (MDB) informou, na manhã desta terça-feira (17), que a estrutura de governo não terá como aumentar o percentual. Em entrevista à imprensa, ele informou que o índice de 10% de ganho real mais a reposição salarial do período chega ao limite das possibilidades financeiras do Executivo, de modo a não comprometer a folha de pagamento.

“Fizemos uma proposta muito significativa aos policiais e bombeiros militares. Além disso, nos últimos anos, quando assumi o governo, o investimento no pagamento da folha da PM era da ordem de R$ 850 milhões, e hoje é de R$ 1,3 bilhão”, disse o governador.

Ele explicou que esta diferença se deu por três motivos, principalmente. “Foi proveniente de reajuste salarial (cerca de 34%), aumento nos vencimentos dos militares de carreira (por mudança de graduação e patente) e a contratação de novos profissionais (com a convocação da reserva técnica e a nomeação dos novos concursados)”, detalha.

Segundo ele, o Estado está tentando de todas as maneiras manter a serenidade durante a negociação com a categoria. As associações que defendem a tropa marcaram uma assembleia para as 14 horas desta terça-feira, em frente ao Palácio República dos Palmares, para avaliar a proposta apresentada na semana passada.

“A proposta está no limite financeiro do Estado e Alagoas precisa continuar firme no pagamento dos salários, compromisso que já não é mais honrado em outras unidades da Federação”, avisou Renan Filho.

“O estado vai fazer tudo o que puder, dentro das possibilidades financeiras. O que não pode é colocar as finanças em risco, o que seria um dano muito grande. A PM e o Corpo de Bombeiros representam, atualmente, 30% da folha de ativos e inativos”, avalia o governador.

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