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Martinho da Vila discute o racismo na Bienal do Livro de Alagoas

Debate promovido pelo Instituto Raízes de África, com o apoio da Secretaria da Ressocialização, aponta soluções para superar os problemas sociais e construir uma sociedade mais justa

Governo do Estado e Instituto Raízes da África estimulam a reflexão para superar problemas sociais históricosGoverno do Estado e Instituto Raízes da África estimulam a reflexão para superar problemas sociais históricosFoto: Victor Costa

Texto de Victor Costa

Promover a inclusão social, quebrar preconceitos e gerar oportunidades para todos. Muito mais do que simples bate papo, a presença do artista e intelectual Martinho da Vila enalteceu a 8ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas, que está sendo realizada no Centro Cultura e de Exposições Ruth Cardoso.

 

O público presente no 8° Ciclo Nacional de Conversas Negras, que aguardou com expectativa o evento, saiu do Teatro Gustavo Leite, neste sábado (30), com um olhar crítico para construir um mundo justo e pacífico. Temas polêmicos da atualidade foram debatidos na iniciativa do Instituto Raízes de África, que contou com o apoio da Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris), e foi mediada pela coordenadora do instituto, Arísia Barros. O Ciclo iniciou com apresentações culturais de artísticas locais e, na segunda etapa, a plateia interagiu com Martinho.

Victor Costa

O cantor, compositor, escritor e músico brasileiro não fugiu das perguntas; Provocado sobre diversos temas, como: preconceito racial, homofóbico e social, ele apresentou soluções para erradicar problemas históricos e transmitiu uma perspectiva otimista com base em relatos marcantes da sua vida. “Os tempos modernos exigem a justiça e a liberdade independente das suas opções pessoais. É necessário abrir espaços para discutir sobre os problemas sociais. O meu sonho é não ter que discutir mais sobre o preconceito depois que este problema for resolvido no Brasil”, comenta Martinho da Vila.

 

Ao final do evento, Martinho tirou fotos com os seus fãs e autografou o seu livro lançado na Bienal: Conversas Cariocas. A reeducanda que cumpre pena no regime semiaberto Maria das Dores esteve presente no Ciclo e fez questão de falar sobre a importância do conhecimento agregado durante a iniciativa. “Acompanho desde pequena o trabalho do Martinho. Já estive no show dele em São Paulo. Mas não havia participado de debates com ele. Gostei muito da fala sobre a igualdade de gêneros e irei levar essa experiência para o meu dia a dia. Já era fã dele e agora sou ainda mais”, comenta Maria das Dores.

 

Arísia Barros comenta que a mobilização foi grande para construir o evento, mas a sensação é de dever cumprido. “Agradeço pelo apoio do Governo do Estado, através da Seris. Sem dúvida, aqueles que estiveram no Ciclo retomarão suas rotinas com mais sabedoria para exercer seu papel social”.

 

Victor Costa
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