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Festival Sesi Bonecos do Mundo inicia apresentações em Maceió

Espetáculos acontecem no Teatro Deodoro e no Estacionamento do Jaraguá; serão realizadas também oficinas

 Por Larissa Bastos | Portal Gazetaweb.com    

Festival Sesi Bonecos do Mundo traz companhia de sete países

FOTO: DIVULGAÇÃO

Iniciado nesta segunda-feira (27), o Festival Sesi Bonecos do Mundo já conquistou os maceioenses. Tanto que ontem a população lotou o Teatro Deodoro, onde aconteceu a primeira apresentação, Animação Suspensa, da companhia americana The Huber Marionettes, e foi preciso colocar até mesmo um telão para quem não conseguiu entrar.

Segundo o produtor cultural Carlos Mamberti, os espetáculos continuam nestas terça (28) e quarta (29), no mesmo local, e ainda no final de semana, no Estacionamento do Jaraguá. São produções de Hungria, Coreia, Itália, Peru, Rússia, Estados Unidos e, claro, Brasil, tudo apresentado gratuitamente.

“O Sesi Bonecos é o maior festival de teatro de animação da América Latina. A gente aqui tem uma diversidade muito grande de técnicas, espetáculos para idades diferenciadas, indo desde os mais adultos, como o da Coreia, a um espetáculo super lúdico e divertido, que é do Phillip Hubert”, diz.

Ao todo, são cerca de 150 apresentações, incluindo o show do Pato Fu, que sobe ao palco no sábado (2), às 20h, junto com Giramundo para Alice Live. Além disso, acontecem ainda, ao longo da semana, uma série de oficinas para que seja deixada uma semente para os artistas locais.

“Temos uma oficina sendo dada pelo Marcos Ribas, do grupo Contadores de Estórias, de Paraty. Ele surgiu em 1970, em Nova York e fez um sucesso tremendo lá. A outra é dada pelo pessoal do Hugo e Inês, do Peru, que faz uma oficina com o corpo, onde os bonecos são parte do próprio corpo. É incrível o trabalho”, acrescenta Carlos.

A escolha dos espetáculos foi feita pela curadoria, formada pelo argentino Fernán Cardama e pela brasileira Lina Rosa, a idealizadora do festival. Juntos, eles estudam uma série de artistas e fazem a seleção dos que participarão. Os grupos vêm ao evento por meio de um intercâmbio.

“O Fernán já viajou o mundo inteiro e vai se encontrando com os festivais e as pessoas. Aqui no Brasil a Lina já tem toda uma relação. Ela é uma pessoa muito bacana, que conseguiu criar e manter esse festival rodando. Ele já rodou 27 capitais e mais de 2,2 milhões de pessoas já viram. A Lina tem trazido a importância de manter viva essa arte”.

O produtor destaca a importância de passar por Maceió. “Pra gente, isso é muito gratificante. Passamos aqui em 2004 e 2008 e é bom retornar depois de tanto tempo”, afirma. “A gente fica orgulhoso de Maceió nos abraçar e, num viés mais politico, vimos a escassez de atividades aqui. Sabemos que estamos trazendo um presente de fim de ano”.

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