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Chefe do MP diz que está à disposição para apurar ação de grupo de extermínio

Promotor Magno Alexandre investiga envolvimento de policiais com desaparecimento de jovens na capital e afirmou que solicitaria apoio 

 Por Jobison Barros | Portal Gazetaweb.com  

Procurador-geral diz que está à disposição do colega promotor

FOTO: ARQUIVO/GAZETAWEB

O procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça, afirmou que esta à disposição para ajudar o promotor Magno Alexandre, que investiga a relação entre o desaparecimento de nove jovens e a atuação de um grupo de extermínio formado por policiais em Maceió.

Procurado pela imprensa, o procurador-geral afirmou que o colega ainda não tratou sobre o assunto com ele, mas já se colocou de prontidão para auxiliá-lo no que for preciso.

“Toda vez que um promotor pede auxílio, evidentemente é a nossa obrigação. Caso haja elementos, não faltará apoio para a realização de qualquer tipo de ação por parte do Ministério Público”, sinalizou o chefe do Ministério Público de Alagoas (MP/AL).

Na quarta-feira (11), o promotor Magno Alexandre disse à Gazetawebque iria solicitar a Alfredo Gaspar o reforço da equipe responsável pelos levantamentos, já que esperava contar com o apoio de outros promotores.

“Este trabalho foi iniciado por mim, mas ele pode ser desenvolvido por outras pessoas. Sozinho, fica muito difícil investigar esses casos em toda a sua extensão. Por isso, vamos comunicar esta situação ao procurador-geral para tentarmos montar uma equipe, porque, se temos múltiplos crimes, todos envolvendo mais de três pessoas, estamos lidando, em tese, com uma organização criminosa. Portanto, vamos pedir o apoio de outros colegas que possam nos auxiliar na condução dessas investigações”, externou.

Magno Alexandre está à frente da Promotoria do Controle Externo da Atividade Policial e Investigações Especiais do MPE, desde outubro do ano passado. “Estou envolvido num trabalho e preciso dar resultados. Algumas pessoas já me alertaram a ter cautela, e já vimos, em outras unidades da federação, pessoas do Poder Judiciário e do Ministério Público serem vítimas, mas eu acredito que Deus pode me proteger. Tenho tomado algumas precauções”, reforçou Magno.

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