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Alagoas já registrou 13 mortes de moradores em situação de rua somente em 2018

Movimento vai denunciar violência em evento nacional e pedir federalização das investigações

 Por Madysson Weslley | Portal Gazetaweb.com

Assassinato mais recente aconteceu na cidade de Rio Largo

FOTO: CORTESIA

De janeiro até julho deste ano já foram contabilizadas 13 mortes de moradores em situação de rua em Alagoas. O caso mais recente aconteceu nesse sábado (28), após um homem identificado como “Neném” ter sido atingido por 12 tiros, na cidade de Rio Largo, Região Metropolitana de Maceió. Diante dos números alarmantes deste tipo de violência, o Movimento da População de Rua vai pedir a federalização das investigações dos crimes.

O coordenador nacional do Movimento em Alagoas, Rafael Machado, participa nesta segunda-feira (30), em Belo Horizonte, Minas Gerais, do Colegiado de Gestores Municipais de Assistência Social (Cogemas), onde vai denunciar a situação no Estado.

“Até agora não tivemos a elucidação de nenhum desses casos registrados em 2018. Nós queremos uma solução para esses crimes. Os moradores de rua estão vivendo com medo. Eles não estão sendo respeitados e ainda temem pela própria vida e isso não pode continuar”, afirmou Machado.

De acordo com ele, o último caso de morte de morador em situação de rua que teve a investigação concluída aconteceu no ano de 2017. “Nosso contato é direto com o Ministério Público, que está atuando na cobrança da investigação dessas mortes, mas até agora não temos nada de concreto”, informou.

A assessoria de comunicação do MPE/AL informou que o coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça, José Antônio Malta Marques, se reuniu recentemente com representantes dos moradores de rua, com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e com um delegado da Delegacia de Homicídios.

Segundo o órgão, a Polícia Civil tem andado nas investigações, concluído inquéritos e apontado os respectivos autores. Outras investigações não estão finalizadas e algumas foram concluídas sem apontar autores. Diante dos últimos casos, o MPE deve convocar uma reunião para discutir o assunto ainda esta semana.

Das 13 mortes registradas este ano, pelas informações do Movimento da População de Rua, dez aconteceram em Maceió, duas em Arapiraca e uma em Rio Largo. Já em 2017, segundo dados da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, foram registrados 32 assassinatos, sendo 27 na capital.

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